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CIÚME: DEVEMOS CULTIVAR OU EVITAR?
Uns prezam o ciúme como o tempero essencial das grandes paixões e prova definitiva de verdadeiro amor. Outros o acusam de destruidor e lembram, por exemplo, a peça de Shakespeare sobre Otelo que, por ciúmes (aliás, infundados), matou sua amada Desdêmona. Com quem está a razão?