18 de Janeiro de 2004

No último artigo do ano passado falei sobre a importância de nos livrarmos do sentimento de raiva pelo mal que ele nos faz. Uma das dificuldades para se conseguir esta vitória está no fato de que muitas vezes não temos consciência das nossas raivas e não conseguimos senti-las ou sequer percebê-las. Porém, quando alguém não se dá conta de sua raiva e a nega, ela, apesar de negada continua ativa. Ter a ilusão de que não se tem um sentimento negativo não faz com que ele desapareça. Ao contrário, quanto mais ignorado, mais ele continua ativo, fazendo mal a quem o carrega e o ignora. Vala a pena entender que não tomar conhecimento de nossos ódios só ajuda aparentemente, pois eles continuam nos roendo por dentro. Portanto, convém trazer à luz os rancores ocultos para facilitar o combate a sentimentos nocivos e prejudiciais.
Uma das melhores maneiras de superarmos sentimentos negativos em relação a alguma pessoa é um exercício de imaginação. Podemos criar uma história fantasiosa onde esta pessoa aparece frágil, vítima de alguma situação dolorosa e dependendo de nossa ajuda. Dramatizando mais, podemos mesmo imaginá-la pedindo a nossa intervenção e se desculpando pelo comportamento que despertou a nossa ira. Com liberdade de imaginação, cada um de nós pode criar a situação que for mais favorável. Esta forma de brincar com a nossa imaginação nos ajuda a superar e a nos livrarmos dos sentimentos negativos.

Pergunta: Depois de dois anos namorando o homem que achava ideal: trabalhador, sincero, carinhoso, estou decepcionada por vê-lo beber demais. Estou em dúvida se gosto ou não dele pois acredito no casamento eterno e tenho medo de que ele vire um dependente do álcool. Com receio, às vezes penso em terminar, outras em continuar, porque o amo.

L., 21 anos, por e-mail.

Resposta: Se você pretende se casar com a garantia de que o casamento será eterno, serei franco com você: jamais se casará. Para isto seria necessário um casal perfeito e nem você é perfeita nem encontrará um homem que seja. Como todo mundo, com o tempo seu namorado irá melhorar em alguns aspectos e piorar em outros. Sua escolha, como mulher casada, será ou se separar dos defeitos dele acabando com o casamento ou suportar os defeitos e levar avante o casamento. O que vai pesar na sua decisão são as qualidades que ele tem e que desenvolverá no futuro e sua capacidade de conviver com os defeitos que ele tiver.

Pergunta: Sou muito jovem e me envolvi com um homem de 48 anos. Venho sofrendo preconceito da minha família, principalmente dos meus pais que me dizem para me envolver com alguém da minha idade. O que o senhor acha de tudo isso ? O amor não tem idade? Me dê uma luz.

F., 22 anos, por e-mail.


Resposta: Muito mais importante do que a diferença de idade entre você e seu parceiro é saber quem ele é e o que ele tem para lhe oferecer. Espera-se que um homem de 48 anos que está se envolvendo com uma moça de 22 tenha uma vida econômica e financeira saudável e um sólido futuro profissional. É importante que ele lide com você da maneira própria para um adulto maduro e que possa lhe oferecer uma situação de acordo com a idade dele. Faz muita diferença se ele é ou já foi casado, se tem filhos e se admite a idéia de casar e ter filhos com você. Ele não é mais um garoto e não deve se comportar como tal.

Frase: “O ódio faz mal a quem odeia, antes de fazer mal a quem é odiado”

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