25 de Janeiro de 2004

Em 1755, no dia de Todos dos Santos (primeiro de novembro), ocorreu, em Portugal, um violento terremoto, que destruiu grande parte de Lisboa. Na ocasião, o Primeiro Ministro, Marquês de Pombal, enfrentou a catástrofe com o lema: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". Esta formulação simples e direta pode nos ajudar muito. Diversas vezes ocorrem em nossa vida eventos arrasadores. A calamidade é tão grande que por vezes perdemos o discernimento. É a hora de adaptar para a nossa vida a frase do Marquês: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos".
Sepultar os mortos significa que não adianta ficar deplorando a tragédia ou se recriminando por ela. É preciso enterrar o passado, parar de pensar sobre o que deveria ter sido e encarar o que está sendo. Cuidar dos vivos representa a importância de tomar conta do presente. Ter cautela com o que sobrou, o que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto, valorizando e usufruindo o que temos de bom em nossa vida. Fechar os portos fala sobre dificultar a possibilidade de que novos problemas apareçam enquanto estamos “cuidando dos vivos e enterrando os mortos” – sarando as feridas na alma. Significa manter o foco na reconstrução, na cura. É desta forma que a história nos ensina. Por isto, quando enfrentamos um terremoto em nossa vida devemos nos lembrar das palavras do Marquês e procurar enterrar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos.
(Este texto foi escrito a partir de uma mensagem recebida pela Internet)

Pergunta: Tenho quase certeza de não ser feliz. Costumo "engolir sapos", o que me faz me sentir mal. Meus pais são bons, mas temos pouco diálogo. Acho que preciso de uma terapia, mas minha mãe não vê motivo. Preciso realmente ou é exagero meu?

R., 22 anos, por e-mail.

Resposta: Penso que a terapia se encontra muito mais na área da educação do que dentro do campo da saúde. Acho que o processo de terapia passa por um aprendizado que visa aumentar o conhecimento que a pessoa tem de seus defeitos e de suas qualidades. E o mais importante, sem dúvida, é desenvolver as qualidades pois elas irão neutralizar os defeitos. Tudo isso faz com que a terapia se assemelhe mais a um processo educativo do que a uma atividade curativa. Por isto, a meu ver, na maioria das vezes, uma terapia não é uma questão de precisar, mas de querer; não é uma questão de curar defeitos, mas de aperfeiçoar qualidades.

Pergunta: Sempre me achei feliz, mas comecei a namorar um garoto ciumento, possessivo, agressivo e autoritário. Terminei, mas voltei e me sinto uma inútil, por não estar trabalhando. Fico só pensando nele e não queria ser tão "grudada" a uma pessoa.

G., 28 anos, por e-mail.


Resposta: Você mesma está vendo a importância de trabalhar para poder focalizar sua atenção em alguma coisa mais do que um namorado. Ainda por cima um namorado que você mesma não valoriza e considera cheio de sérios defeitos. Acho que você precisa ter coisas melhores para canalizar sua energia do que um namoro com jeito de adolescente. Aos 28 anos já está na hora de dar um rumo à sua vida. Recomendo-lhe que procure trabalho e, depois, com o tempo, arranje um namorado com quem você se sinta mais satisfeita. Se você estivesse trabalhando e se ocupando teria menos tempo para ficar desperdiçando com pensamentos sobre esse rapaz.

Frase: “História é filosofia ensinada através de exemplos” Uma reflexão de Dionísio de Halicarnasso, historiador grego que viveu um século antes de Cristo.

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