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  PERGUNTA 01

Olá Luiz,
Gostaria de saber por que é que mantenho relacionamentos sabendo que neles eu não me realizo de verdade. Começo apaixonada e feliz, acreditando que aquele será diferente, e quando noto não estar feliz com a realidade do dia a dia, ao invés de posicionar-me e decidir pelo fim (até mesmo para poder estar livre para conhecer novas pessoas) me prendo no relacionamento com todas as forças achando que devo ser culpada ou insatisfeita demais, exigente demais...

Chego a pensar que já que comecei e acreditei tanto, não é possível que esteja ruim, devo ser eu que nunca fico satisfeita e acabo vendo somente problemas. Porém, nessa mentalidade já perdi muito tempo, mantive relacionamentos bestas e que não me acrescentavam, apenas me colocavam para baixo ou infeliz.

Sou relativamente bonita, inteligente, de uma classe social privilegiada, viajada e estudada etc... Será tudo um problema de auto-estima baixa ou o quê???
Obrigada.

T.

  RESPOSTA

Penso que sua dificuldade começa quando você acredita que o desenvolvimento natural de um namoro seja o casamento. Na verdade, namoro é apenas uma oportunidade de conhecer de uma forma mais íntima pessoas do sexo oposto e exercitar a relação entre homens e mulheres, algo que precisa ser aprendido na prática.

A maioria dos namoros, depois de algum tempo, se desgasta e pouco haverá para se aprender ou usufruir na companhia daquela pessoa. É chegada a hora de dar por terminada a relação para que ambos possam estar livres para uma nova experiência.

Na medida em que acredita que o namoro deve sempre ir em frente e que o fim do mesmo significa um fracasso, você passa a se sentir derrotada e fica lutando desesperadamente para reviver algo que já não tem mais razão de ser.

Não acho que seja necessariamente um problema de auto-estima baixa, mas de uma visão equivocada da função do namoro. Creio ainda que você tem uma tendência a se culpar excessivamente pelas coisas inadequadas que acontecem em sua vida. Procurar nossas responsabilidades é uma qualidade, achar-se responsável por tudo que acontece é uma presunção de dolorosas conseqüências.